ESQUECEMO-NOS DE TESTAR E VACINAR OS MAIS VULNERÁVEIS E OS MAIS PRIORITÁRIOS ...

25.01.2021

Esquecemo-nos de testar e vacinar os mais vulneráveis e os mais prioritários...

 

Os doentes que fazem hemodiálise constituem a população mais vulnerável, que apresenta quadros mais graves e maior mortalidade associada à infeção Covid-19. Esta situação é reconhecida em diversos estudos epidemiológicos internacionais, e deve-se a vários fatores:

·     São doentes maioritariamente idosos, com grande fragilidade e várias co-morbilidades, (diabetes, hipertensão, insuficiência cardíaca), para além do grave compromisso das suas defesas associado à insuficiência renal crónica.

·      Os hemodialisados não podem ficar confinados, tendo de se deslocar em conjunto com outros doentes, 3 vezes por semana, para um centro de hemodiálise, onde contactam comoutros doentes e membros das equipas terapêuticas.

·         Só por este facto teremos 156 motivos (correspondentes às 156 sessões de hemodiálise que eles fazem por ano) para testar o mais frequentemente possível estes doentes.

·         Neste momento o mais urgente é vacinar todos os hemodialisados, contra o SARS-CoV-2, o mais depressa possível.

·       Caso não o façamos com a máxima urgência, continuaremos a assistir, como infelizmente se tem verificado nas últimas 2 semanas, a um aumento geométrico da prevalência e do número de hemodialisados falecidos em Portugal.

·        Reconheço que muitos grupos da nossa população têm motivos para se considerar prioritários, no processo de vacinação contra o SARS-CoV-2. A gestão destas prioridades, sobretudo perante um acesso que se reconhece ser afinal mais difícil e escasso que inicialmente previsto, é particularmente difícil.

·         Mas essas dificuldades não nos podem impedir de reconhecer que se não agirmos agora, será tarde demais.

·         É agora que se impõe proteger a população de hemodialisados portugueses, as suas famílias e as equipas terapêuticas (do risco de infeção, de doença e de morte).

Sendo este o foco mais vulnerável da nossa sociedade e um dos potencialmente mais infeciosos, a nossa resposta só pode ser: testar maciçamente (semanalmente) e vacinar todos os doentes.

Infelizmente, continuamos à espera que esta prioridade seja reconhecida e concretizada. Se nada for feito na semana que agora começa, será muito provavelmente demasiado tarde.

 

Prof. Doutor Aníbal Ferreira

Presidente da Sociedade Portuguesa de Nefrologia

PATROCINADORES (Com base no apoio dado às actividades da SPN nos últimos 5 anos)

PLATINUM
OURO
PRATA
BRONZE
MEDTRONIC
MEDINFAR
SHIRE
OCTAPHARMA
FRANCE
JABA RECORDATI
TEVA FARMA
BAYER
LÉLEMAN
ALIVE PORTUGAL
BINDING SITE
BRISTOL MYERS SQUIBB
TELEMEDICINA
MUNDIPHARMA
MERIT MEDICAL PORTUGAL
A.MENARINI
HOSPIRA PORTUGAL
ADMINSAÚDE
SPRINGER HEALTH CARE
ASSOC. ESCLEROSE TUBEROSA
CARDINAL HEALTH
SPECULUM
EBSCO INTERNACIONAL
PERMANYER PORTUGAL
PARCEIRO PARA A COMUNICAÇÃO