Dicionário

Rins Poliquísticos: Dicionário

Cólica renal

Cólica renal é uma dor intensa que surge quando o cálculo renal (ver litíase renal), ou outro corpo estranho (coágulos, etc.), se desloca ao longo do uretero. O uretero não ‘tolera’ a presença de corpos estranhos no seu lúmen e desencadeia movimentos espasmódicos que provocam dor violenta.

Quando alguém tem uma cólica renal, o melhor é ir urgentemente ao médico porque, muitas vezes, a dor só alivia com o uso de analgésicos e anti-espasmódicos. Outra razão para ir ao médico nessa situação é para excluir que o rim esteja ‘entupido’; isto é, por vezes o cálculo não consegue progredir ao longo do uretero e este fica entupido, não deixando fluir a urina. Quando assim acontece o rim deixa de funcionar e corremos o risco de o estragar definitivamente! Assim, é importante fazer uma ecografia renal para assegurar que o rim não está obstruído. Caso esteja obstruído deve ser consultado um médico urologista para delinear uma estratégia de desobstrução do rim.

Diálise Peritoneal

Nesta modalidade, o sangue é purificado por contacto com um líquido dialisante que se coloca na barriga (no espaço peritoneal), através de um catéter. As principais diferenças, em relação à hemodiálise, reside no facto de, nesta modalidade, não ser necessário deslocar-se a um Centro de diálise ou hospital, sendo o tratamento efectuado em casa ou no emprego; por outro lado, ao contrário da hemodiálise, os tratamentos de diálise peritoneal são, habitualmente, diários.
Consulte o seu médico para lhe explicar as vantagens e desvantagens desta modalidade de tratamento. No entanto, é importante perceber que, fazer diálise (hemodiálise ou diálise peritoneal) condiciona sempre, de forma negativa, a qualidade de vida das pessoas.

Para mais informações sobre hemodiálise e diálise peritoneal há inúmeros sites na internet de fácil acesso e muito esclarecedores
http://kidney.niddk.nih.gov/kudiseases/pubs/peritoneal/#works
ou http://pt.wikipedia.org/wiki/Hemodi%C3%A1lise.

Ecografia Renal

É um método de diagnóstico imagiológico (um exame...) que usa os ultrassons para produzir imagens dos nossos órgãos. É o método preferível para fazer o diagnóstico de rins poliquísticos por várias razões: em primeiro lugar, porque que é uma técnica que existe em quase todos os centros de radiologia; por outro lado, é um exame não invasivo, isto é, não se conhecem efeitos secundários pela sua realização (até se pode fazer durante a gravidez...); além disso é um exame relativamente barato e pode ser repetido frequentemente.



Figura 1 – ecografia renal normal



Figura 2 – rins poliquísticos

Genética

Os rins poliquísticos são uma doença hereditária, autossómica dominante. Isto significa que a doença se transmite de pais para filhos e que o risco de herdar a doença é de 50%. Tanto faz que o progenitor afectado seja a mãe ou o pai, que a probabilidade de transmissão é a mesma.
Para melhor compreender esta situação observe a seguinte árvore genealógica de uma família típica com rins poliquísticos:

O Manuel tem rins poliquísticos (quadrado preto). Dos quatro filhos do Manuel e da Ana, dois também herdaram a doença, o Rui e a Maria. O Zé, filho mais velho do casal, não herdou a doença; desse modo, o seu filho também não herdará a doença, ou seja, esta doença não salta gerações. Assim, todos os descendentes do Zé não herdarão a doença a não ser que ocorra uma nova mutação. A Sara tem apenas 16 anos; apesar de ter feito uma ecografia renal e esta ser negativa, ainda pode vir a ter quistos renais pelo que a sua situação é indeterminada.

Todas as pessoas que têm quistos renais têm rins poliquísticos?

Não. A designação rins poliquísticos deve ser reservada para pessoas que tenham uma doença hereditária, causada por mutação de alguns genes que, cientificamente, se designa por doença poliquística renal autossómica dominante (DPRAD, ou, em linguagem anglo-saxónica, ADPKD).

Os quistos renais são muito frequentes na população geral e a sua prevalência aumenta com a idade [Ravine]. Podem até ser considerados como consequência do envelhecimento do rim, ou seja, os quistos renais seriam ‘os cabelos brancos dos rins’! Estes quistos, também chamados quistos simples, são inócuos e não justificam qualquer preocupação especial. É importante, no entanto, diferenciar quistos simples de rins poliquísticos e, para isso, socorremo-nos da história familiar , da existência de quistos no fígado e de outros aspectos clínicos mais específicos. No entanto, a certeza absoluta de que são, ou não são, rins poliquísticos, só pode ser obtida por estudos de genética molecular muito dispendiosos.
Há, no entanto, outras doenças que se acompanham de quistos renais e que podem ter importância; são, contudo, raras, e o seu médico assistente poderá ajudá-lo a esclarecer essas situações.

Hematúria

Hematúria significa a presença de sangue na urina. Por vezes a quantidade de sangue é suficientemente grande para que a urina fique avermelhada (hematúria macroscópica); outras vezes, apenas é possível detectar a presença de sangue por análises da urina (hematúria microscópica). Nas senhoras pode aparecer sangue na urina durante o período menstrual ou até nos dias que antecedem ou que se seguem ao período menstrual.
Nas pessoas com rins poliquísticos a hematúria pode ter muitas causas nomeadamente a presença de pedras nos rins (litíase), as infecções urinárias ou a rotura de quistos renais.
A hematúria persistente, sobretudo se acompanhada de febre, deve ser avaliada com brevidade pelo médico assistente.

Hemodiálise

É uma das modalidades de diálise nesta modalidade, o sangue é purificado num filtro exterior ao nosso organismo. É uma modalidade em que, habitualmente, as pessoas se deslocam a Centros de Hemodiálise que dispõem de equipamento e pessoal (médicos, enfermeiros e outros profissionais) adequados para este tratamento. Para permitir que o sangue seja adequadamente purificado é necessário fazer tratamentos trissemanais que têm, em média, uma duração de 4 horas.

Hipertensão arterial

Hipertensão arterial é uma doença muito frequente nas pessoas com rins poliquísticos. Com efeito, a hipertensão arterial pode surgir muito cedo, mesmo na adolescência e, quase sempre, sem qualquer queixa. Assim, é muito importante medir frequentemente a tensão arterial para que seja possível detectar e tratar precocemente o aparecimento da hipertensão arterial.

Insuficiência renal

Fala-se de insuficiência renal quando os rins não são capazes de efectuar a sua função principal, isto é, a eliminação de produtos finais do metabolismo. Quando assim é, acumulam-se no sangue várias substâncias potencialmente tóxicas que vão ‘envenenando’ o nosso organismo. A única forma de diagnosticar esta situação é fazendo análises do sangue; das várias análises do sangue, as que nos permitem avaliar o funcionamento dos rins são a creatinina e a ureia; para esta avaliação, a creatinina é mais fiável do que a ureia.

Um conceito importante a esclarecer é que, em resultado do envelhecimento que atinge todos os órgãos, é ‘natural’ um certo grau de insuficiência renal em todas as pessoas.

Nas pessoas com rins poliquísticos a insuficiência renal é muito frequente; com efeito, a partir de uma certa idade, quase todas as pessoas com rins poliquísticos irão ter insuficiência renal, muito mais do que seria esperado apenas pelo envelhecimento. Como resultado deste facto muitas pessoas com rins poliquísticos vão precisar de fazer diálise.

Litíase renal

Litíase renal (‘cálculos renais’) refere-se à presença de ‘pedras’ nos rins. É uma complicação frequente nas pessoas com rins poliquísticos e é uma das causa mais frequentes das cólicas renais. Há vários tipos de cálculos renais nos rins poliquísticos sendo os mais frequentes os cálculos de oxalato de cálcio e de ácido úrico. Os cálculos renais podem causar hematúria, infecções renais (pielonefrite) ou, como já se disse, cólica renal.
Em muitos casos nada se pode fazer para impedir a formação de cálculos renais; no entanto, é importante fazer um estudo da situação, com análises, inquérito dietético, etc., que poderá identificar, em alguns casos, uma causa para a formação dos cálculos, como dieta com excesso de proteínas e de sal, ou pouca água, ou ainda algum factor metabólico (ácido úrico) e, desta forma, prevenir a formação de novos cálculos renais.

Transplantação renal

É o método em que a substituição da função renal se aproxima mais do que era a função dos rins nativos sendo, assim, o método preferencial de substituição da função renal. Infelizmente, a grande maioria das pessoas afectadas com insuficiência renal que precisam de diálise, não têm condições para serem candidatas à transplantação renal. Há duas modalidades de transplantação renal: a transplantação renal com dador vivo aparentado e a transplantação renal com rim de cadáver. A transplantação renal com dador vivo é aquela em pessoas da família dão um rim para transplantação; no caso de pessoas com rins poliquísticos há uma dificuldade adicional – é preciso garantir que o dador não tenha herdado o gene dos rins poliquísticos o que, por vezes, é muito difícil! Os rins de cadáver são escassos, pois são retirados de pessoas em morte cerebral que que estejam em condições adequadas para serem dadores de órgãos.

Há sites de fácil acesso para obter mais informações sobre a transplantação renal (http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/kidneytransplantation.html).

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